sexta-feira, novembro 29

Eu só queria que a vida imitasse os filmes de ficção científica. Toda vez que esta detestavel época do ano (também conhecida como verão) desse as caras, eu simplesmente entraria na minha cápsula e permaneceria em estado de animação suspensa até a temperatura ficar abaixo dos 25 graus.
Já entrei naquela fase de não ter mais nada para dizer, o jeito é apelar para o Momento Google:
- picada de marimbondo
- morrissey and chloe the turkey (que agilidade)
- terra patric nude
- patric bora bora wedding
- joaquim salvador lavado
- tatu praticamente nude
- macumba para atrair o ex-namorado
- salário atriz pornô

sábado, novembro 23

O fim do mundo deve estar próximo, nunca pensei que algum dia iria ler uma notícia dessas:

Pamela Anderson's no-turkey Thanksgiving dinner
(Los Angeles-AP) - Pamela Anderson's doing Thanksgiving early. She's hosting a dinner tonight where a turkey will be a diner, not dinner. Yeah, a live turkey will be there. Anderson doesn't eat meat so she's having an all-veggie meal. The dinner's at a home in the Hollywood Hills. Along with the turkey, some of the guests include Charlotte Ross from "N-Y-P-D Blue," John Salley of Fox's "Best Damned Sports Show Period," James Marsden of "X-Men" and British rocker Morrissey.


Some girls are bigger than others

Abaixo, o flagrante de um instante de confraternização entre Morrissey e Chloe, o convidado de honra do jantar.


Oh, you handsome devil

quarta-feira, novembro 20

Eu devo ser muito burro. Sabe aquelas animações, feitas a partir das charges do Chico Caruso, que o Jornal Nacional exibe todo santo dia? Então, não entendo porra nenhuma.
Os 100 melhores discos dos anos 80.

domingo, novembro 17

Moors murderer Hindley dies

Myra Hindley e seu amante, Ian Brady, chocaram a Inglaterra nos anos 60 ao raptar e assassinar, de forma brutal, quatro crianças nos arredores de Manchester. O caso inspirou a música Suffer Little Children que está no primeiro álbum dos Smiths. E uma declaração dada por Myra foi citada na letra de Still Ill: "Society owes me a living" transformou-se em England is mine - it owes me a living.

sábado, novembro 16

Um fato vem me intrigando desde que tirei o título de eleitor num longínquo passado. O caso é o seguinte: a seção onde eu voto localiza-se na escola que freqüentei do Jardim de infância ao C.A. Seria apenas uma grande coincidência ou a escolha é determinada justamente por esse tipo de vínculo? Adentrar suas dependências me desperta uma sensação de irrealidade. Parece que voltei no tempo. Exceção à parte dos fundos, que sofreu grandes alterações, o restante continua igual. Quando olho para o pátio as recordações surgem de forma inevitável. É o mesmo pátio sobre o qual rolei ao brigar com um menino mais velho (onde é que eu estava com a cabeça? E o que aquele brucutu estava fazendo no meio dos pirralhos?). O motivo da peleja me escapa, mas certamente foi algo muito grave (ahem). Mas lembro de ser premiado com um dente bambo, graças a um sopapo no meio da fuça, e de receber socorro médico da professora, tendo minha namoradinha ao lado. No intervalo entre as duas ações, provavelmente estava nocauteado. O episódio ao menos serviu para colocar um ponto final na minha carreira de valentão antes mesmo dela começar.
O lugar também foi palco de um dos momentos mais tragicômicos da minha infância. Após o encerramento das aulas sempre brincávamos nas redondezas do portão, aguardando que nossos pais viessem nos buscar. Certo dia, notei que o número de alunos retardatários diminuíra consideravelmente e comecei a me preocupar. Os minutos passaram e ficamos reduzidos a apenas dois. O jeito era buscar a solidariedade do meu companheiro de infortúnio. Porém, ele revelou-se um traíra e partiu, todo pimpão, de mãos dadas com sua mãe que acabara de chegar. A partir daquele momento eu estava sozinho. Rosto espremido entre as grades do portão, esperei, esperei e esperei (pois é, uma cena patética). A noite começou a cair, o horário de funcionamento da escola já se esgotara há muito. Os funcionários não sabiam o que fazer; ligaram para minha casa mas ninguém atendia. Demonstrando minha precoce tendência ao catastrofismo, deduzi o óbvio: meus pais tinham fugido da cidade às pressas e me deixaram para trás. Meu destino era o orfanato. Conformado, sequei as lágrimas e passei a especular sobre as chances de alguém vir a me adotar num futuro próximo. Concluí que eram bastante remotas. Ora, se nem os meus pais biológicos me queriam... Quando eu já me sentia mais rejeitado do que aquela primeira fatia que vem no saco de pão de fôrma, eis que surge no horizonte minha estimada genitora. Esbaforida, deu suas razões para o colossal atraso: estava na casa de uma amiga e ficou tão entretida com a conversa que nem lembrou-se de me buscar na escola. Apesar do motivo pouco lisonjeiro, terminei por compreender seu esquecimento. Afinal, eu nunca fui dotado de grande magnetismo pessoal.
Fico imaginando se na hora do recreio a cantina ainda vende aquelas garrafas de Crush e Grapette com o design clássico. Duvido muito. Things change... infelizmente.

terça-feira, novembro 12

Aos pouquinhos eu vou conseguindo preencher as lacunas na minha coleção de cd's. No momento atual sou o feliz proprietário de "Dog man star" e "Coming up" do Suede.

segunda-feira, novembro 11

Constatação surgida após fazer uma boquinha na madrugada: Este blog está igual o vidro de requeijão que eu peguei na geladeira... com a data de validade vencida. Só não sei dizer se é tão amargo quanto.

Colin Mochrie é gênio


Ufa! Já estava entrando em pânico. Semana passada aconteceu a estréia da nova temporada no Sony e não vi nem sinal do Whose Line is it Anyway?, disparado o programa mais engraçado da televisão. Felizmente foi alarme falso. Agora ele está sendo exibido nos sábados à tarde, com reprise de madrugada.

sexta-feira, novembro 8

A despeito da catástrofe iminente, há que se manter o bom humor. Crônica do Tutty Vasques:

Já fui botafoguense, eu sei!
A mega-economista Elena Landau é a principal suspeita de ter atirado bonecas em campo durante um treino do Botafogo. A polícia carioca desconfia também de outro torcedor roxo do clube, o documentarista João Moreira Salles, mas aí já é questão de hábito.
O caso, evidentemente, não é de polícia. Merece, isso sim, um singelo registro na crônica esportiva pela peculiaridade avinegra do protesto: como sempre acontece quando o time vai muito mal, a torcida do Botafogo voltou a dar show nas arquibancadas. A chuva de bonecas – foram mais de 50 – que caiu sobre o treino em Caio Martins vai ficar para a história do clube como aquela gloriosa tarde dos anos 80 em que uma muleta decolou da multidão, sobrevoou o alambrado e aterrizou no gramado com o jogo em andamento.
Entre uma manifestação e outra, o Botafogo andou ganhando algumas competições, o que lhe rendeu baixas importantes na torcida. Não é o caso de Elena Landau e João Moreira Salles, mal-acostumados a uma vida vitoriosa, mas muitos alvinegros de carteirinha acostumaram-se às derrotas de tal forma que passaram a delas depender para melhor se expressar nos estádios. Nenhuma outra torcida é tão criativa na adversidade.
A do Flamengo grita “timinho”, a do Fluminense fica de costas para o campo, a do Vasco pede Edmundo, mas só a do Botafogo trabalha com símbolos tão humilhantes na dialética do velho esporte bretão quanto bonecas e pernas-de-pau.
Durante anos fiquei pensando: como será que aquela muleta atirada em campo chegou ao estádio? Teria sido comprada especialmente para a ocasião ou, com a mesma intenção premeditada, roubada da sogra flamenguista? Custo a crer, embora não seja totalmente improvável, que aquilo tenha sido obra de algum botafoguense coxo.
Difícil imaginar, também, que Elena Landau tenha se desfeito da sua coleção de barbies no treino de segunda-feira, 4 de novembro. Quem conhece a economista mais intimamente sabe que ela não dorme sem suas bonecas de estimação.
Isso é que é lindo na torcida botafoguense: as pessoas pagam do próprio bolso para garantir o espetáculo negado dentro de campo. Compram muletas, bonecas, milho, tudo aquilo, enfim, que arremessado ao gramado rouba a cena do mau futebol. Pode parecer patético, mas nem tanto quanto a torcida tricolor cantando “A bênção João de Deus” nos momentos mais dramáticos do Fluminense.
Tenho pensado seriamente em voltar a ser botafoguense. A hora é essa!

segunda-feira, novembro 4

Pode até soar como uma forma de heresia mas eu não acredito que exista vida antes da morte. O Botafogo, entre outros fatores, não me permite crer em tal hipótese.